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Pela
liberdade
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| Um dia desses um amigo meu chegou para mim e perguntou o que é que eu
sentia em relação à morte ou o que vem depois dela, não lembro bem. Na
hora eu estranhei a pergunta, porque nunca tinha conversado a respeito
de assuntos como esse com ele. Na verdade, são pouquíssimas as pessoas
que consigo conversar sobre isso, a maioria não está muito interessada
e o diálogo torna-se monólogo. |
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| A conversa foi desenrolando e ele confessou ter passado por um momento
fortíssimo de descrença, um momento perturbador, em que ele começou a
achar que não haveria nada depois da morte. Talvez para quem não acredite
em Deus esta seja uma idéia normal, o que haveria de estranho nisso? Se
bem que eu acharia muito estranho pensar que um dia tudo acaba, tudo o
se sente, se pensa, vai acabar. |
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| Enfim, foi o que ele sentiu.Um misto de desilusão com vergonha por estar
questionando a Deus. Resolveu então pesquisar inúmeros textos, teorias
sobre a existência de Dele. Descobriu que existem diversos estudos científicos,
a maioria ainda no papel porque ninguém quer financiar estudos como esse.
Mas o legal dessa história foi a conclusão que ele chegou, e foi o que
me motivou a escrever aqui hoje. |
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| Veja bem: se Deus nos deu o livre arbítrio para decidirmos o que fazer,
o que pensar, no que acreditar ele não vai dar uma prova de Sua existência
que ninguém possa duvidar. Não! Se assim fosse, nós não teríamos liberdade
para decidir se queremos acreditar ou não, porque já estaria lá, comprovado,
nós teríamos que aceitar. E onde estaria o princípio do livre arbítrio?
Ele nos manda vários sinais, e nós acreditamos se quisermos, com a fé
que vem Dele. |
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| Isso pode soar muito confuso, mas quem sou eu para entendê-Lo. Como
disse Sto. Agostinho : é melhor encontrá-Lo não O compreendendo do que
compreendê-Lo sem encontrá-Lo. |
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| A escolha é sempre nossa... |
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